sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Pró-Sinos assina com a CAIXA contratação dos planos de saneamento

Logo mais, às 14h, no salão nobre da Prefeitura São Leopoldo, o Pró Sinos assina com a CAIXA contratação do PLANO REGIONAL e dos Planos Municipais de Saneamento Básico para 25 municípios do Vale do Sinos. Evento, sem dúvida, que constitui-se num marco histórioco para nossos municípios e para a gestão pública do saneamento básico e ambiental da Bacia do Rio dos Sinos.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Municípios do Vale do Sinos são destaques em investimentos em saúde

O Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (TCE RS) divulgou ranking de investimentos dos municípios gaúchos em saúde. O ranking considera a verba investida de 2006 a 2010 e o percentual desta em relação à receita municipal. O ranking considera os 496 municípios gaúchos.

Entre os doze municípios que lideram o ranking estão municípios da região do Vale do Sinos:

São Leopoldo, em 2º lugar, com 30,51% da receita investida em saúde
Sapucaia do Sul, em 4º, com 29,16%
Estância Velha, em 9º, com 27,26%
Novo Hamburgo, em 11º, com 26,54%
Esteio, em 12º, com 25,96%

Para mais informações em relação ao ranking consulte: http://www.tce.rs.gov.br/ (na aba Consultas, Contas Municipais, Gastos com Saúde)

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

"A sociedade paraguaia não está a favor dos indígenas"

Foto: Dom Felipe entrega o prêmio a Bartolomeu Meliá (EFE-El.País.com)


O jesuíta espanhol Bartomeu Meliá, defensor da língua guarani e dos direitos indígenas no Paraguai, recebeu o prêmio Bartolomeu de las Casas 2011



O sacerdote jesuíta espanhol recebeu ontem o Prêmio Bartolomeu de las Casas em reconhecimento por seu profundo estudo da língua guarani e sua férrea defesa dos indígenas do Paraguai. Uma causa que abraçou nos anos cinquenta, razão que levou a sua expulsão do país em 1977 e pelo que retornou quando da queda do regime ditatorial de Alfredo Stroessner.

Veja mais na edição eletrônica de EL.PAÍS.com


Saiba quem foi Bartolomeu de Las Casas (1474, Sevilha a 1566, Madri)

Bartolomeu de Las Casas nasceu em Sevilha (Espanha). Estudou Direito na Universidade de Salamanca, onde os Dominicanos estavam travando uma luta no campo da moral que surgiu com a conquista do Novo Mundo. Ambivalente quanto a essas questões morais, em 1502, Las Casas aventurou-se na ilha Hispaniola (atualmente República Dominicana e Haiti), conseguiu uma fazenda e tomou para si alguns nativos americanos como escravos. Oito anos mais tarde, a Ordem Dominicana dos Pregadores chegou em Hispaniola, condenando todo o sistema de escravidão como tirânico e mau. Essa pregação afetou profundamente Las Casas. Depois de um período de orações e reflexões ele tornou-se padre e foi o primeiro a celebrar a missa em Hispaniola.


Ele foi nomeado capelão da Armada Espanhola durante a invasão de Cuba. Testemunhou, em primeira mão, o horrível massacre dos povos nativos. Las Casas retornou à Espanha no ano seguinte para apresentar o pleito pedindo ao Conselho das Índias e ao rei Fernando de Aragão, o fim dessas atrocidades contra os povos nativos. O rei concedeu a Las Casas o título de “protetor dos índios” e outorgou inúmeras leis que pretendiam, de forma ostensiva, remediar a situação. No entanto, depois de menos de um ano e outra viagem de volta à Espanha, Las Casas percebeu que o rei não pretendia forçar os colonizadores a obedecer às leis recém-promulgadas. Determinado a continuar em sua demanda pela liberdade dos nativos americanos, Las Casas voltou a Hispaniola, libertou seus próprios escravos, e ingressou na Ordem Dominicana em 1522. Dedicou oito anos de sua vida em oração, reflexão e escritos. Por volta de 1544, foi indicado para Bispo da província mexicana de Chiapas. Todavia, os proprietários de terras locais se opunham à mensagem de liberdade, o que fez com que renunciasse ao bispado e retornasse à espanha em 1547. Viveu no convento de Nossa Senhora de Athocha em Madri até sua morte em 1566. Durante esse período, ele raramente falava com alguém, e se concentrava nos seus escritos. Aos noventa anos escreveu a última defesa à liberdade dos nativos americanos baseada na sua compreensão de direito de propriedade pessoal.
Sem temor da oposição de todos ao longo de sua vida, o intrépido libertador cruzou o Atlântico quatorze vezes para tentar persuadir a monarquia espanhola a decretar e aplicar leis humanitárias que pudessem levar a uma civilização pacífica e à conversão dos nativos. Mesmo assim ele nunca viu o fruto de seu trabalho amadurecer completamente.

Um parênteses aqui: A situação dos povos nativos de Chiapas não mudou muito nesses quase 500 anos. Com a palavra o Movimento Zapatista.

Adaptado de www.acton.org
Image from an 1876 mural by Constantine Brumidi, courtesy of the Architect of the Capitol Site

Dois anos da grande inundação de 2024 no Rio Grande do Sul: memória, evidências e desafios permanentes

Centro de São Leopoldo/RS inundado pelo Rio dos Sinos, maio de 2024. Redação Brasil de Fato (2024, texto digital).   *Por Julio Dorneles Abr...