domingo, 23 de agosto de 2009

sábado, 22 de agosto de 2009

Brigada admite erros, afasta subcomandante e surge testemunha que afirma que oficial da BM atirou em Sem-Terra


Foto: Grupo de sem-terra deixa velório e viaja em direção a Canguçu para o enterro - Genaro Joner


Uma ação de força e totalmente desproporcional, 232 PMs para remover 270 sem-terras (inclusive crianças). A ordem do Comandante geral era para não serem usadas armas letais, mas uma 12 (pelo menos!), arma típica dos policiais do GOE/POE, estava carregada com projéteis letais.



O ex-ouvidor agrário do governo estadual e também ex-ouvidor da Segurança Pública, Adão Paiani, afirmou ontem (dia 21) que o sem-terra Elton Brum da Silva foi morto pela Brigada Militar. Brum foi morto hoje com um tiro de espingarda calibre 12 no peito, durante desocupação da fazenda Southall, em São Gabriel, que estava invadida por militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).


Paiani diz que foi procurado hoje, na condição de ex-ouvidor da segurança pública, por um oficial da BM que assistiu à desocupação da fazenda Southall em São Gabriel. Esse PM relatou que o sem-terra Elton Brum foi morto durante discussão com um oficial da BM que atua na região da Fronteira e tentava realizar a remoção dos militantes do MST do local. Brum teria dito alguns palavrões para o oficial, que revidou com um tiro de espingarda. O próprio oficial e alguns soldados teriam providenciado a remoção de Brum, ainda vivo, para o hospital de São Gabriel, numa viatura da BM. Brum morreu a caminho daquela cidade. Até esse relato apresentado por Paiani, não havia versão sobre a morte de Brum — nem oficial, nem extra-oficial.

Hoje (sábado, 22), a BM já admite erros na operação e investiga a execução do sem-terra Elton Brum.
O Ministério Público de São Gabriel deve requisitou todas as armas utilizadas na operação, para verificar qual delas teria causado a morte de Brum.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

SEM-TERRA é morto em ação da Brigada Militar


Nesta manhã, 232 policiais militares participaram da reintegração de posse do terreno de cerca de 6 mil hectares que havia sido ocupado no último dia 12.

Do outro lado, estavam cerca de 270 sem-terra — metade deles composta por mulheres e crianças — que estavam em barracas no pedaço de terra invadido.

Por volta das 7h30min, a Brigada Militar cercou o acampamento e começou a desocupação. Pouco tempo depois, uma maca saiu carregando Elton Brum da Silva, 44 anos, baleado com um tiro nas costas que saiu pelo peito, segundo a Polícia Civil.
Levado pelos bombeiros, ele já chegou morto à Santa Casa de São Gabriel.
A Brigada dispunha de fotos aéreas do acampamento dos invasores e planejou a ação com base nessas imagens. Segundo a promotora de Justiça Lisiane Villagrande Veríssimo da Fonseca, de São Gabriel, que acompanhou a ação a pedido da Brigada e do Ministério Público, os sem-terra, no momento em que uma oficial de Justiça leu a ordem de reintegração de posse, já demonstraram que não tinham a intenção de sair:
— Os manifestantes batiam com foices, soltavam fogos de artifício e gritavam palavras de ordem — conta Lisiane.
Uma retroescavadeira tentou romper a barricada feita pelos sem-terra com galhos e madeiras, em volta do acampamento, mas a máquina acabou caindo em uma trincheira. No lado oposto ao acampamento, um trator conseguiu derrubar a barricada e a cerca de arame farpado. Enquanto isso, os policiais jogavam bombas de efeito moral e entravam pela parte da frente do acampamento, a pé e a cavalo. Nesse momento, houve conflito. Segundo a promotora, em menos de 10 minutos os sem-terra estavam dominados. A Brigada retirou, em grupos de 20 a 30 pessoas, as mulheres e as crianças que estavam no local. Em seguida, o mesmo foi feito com os homens. Também em grupos, os homens foram sendo identificados um a um. As mulheres e as crianças foram levadas em ônibus, por volta do meio-dia, para o acampamento Filhos de Sepé. Os homens foram para esse acampamento só no início da tarde, com exceção dos 18 líderes do grupo, que foram para a Delegacia de Polícia Civil de São Gabriel.
Pelo menos 13 pessoas foram atendidas na Santa Casa de São Gabriel com ferimentos — nove integrantes do MST e quatro policiais militares. Os PMs tiveram escoriações. Os sem-terra, na sua maioria, tinham cortes na cabeça. O MST alega que foram mais de 40 feridos entre seus integrantes. Alguns ainda estavam sendo atendidos no início da noite de sexta-feira, momento em que começava, na capela 3 da Santa Casa de São Gabriel, o velório do sem-terra morto a tiro.


O Ministério do Desenvolvimento Agrário e o Incra divulgaram nota onde lamentam a morte do agricultor Elton Brum da Silva, em São Gabriel.

De acordo com o texto, o ministro Guilherme Cassel determinou o deslocamento do ouvidor agrário nacional, desembargador Gercino José da Silva Filho à área do conflito.

"A morte deste agricultor vai na contramão dos esforços do Governo Federal no sentido da construção de um ambiente de paz no campo", informa o comunicado. Confira a íntegra da nota à imprensa:
1.O Ministério do Desenvolvimento Agrário e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária lamentam profundamente o trágico desfecho da ação de desocupação da fazenda Southall em São Gabriel, realizada pela Brigada Militar do Rio Grande do Sul, que resultou na morte do agricultor Elton Brum da Silva.
2.Após o conhecimento do triste episódio, o Ministro Guilherme Cassel determinou a ida do Ouvidor Agrário Nacional, desembargador Gercino José da Silva Filho, à área do conflito de maneira a acompanhar a apuração dos fatos e a identificação dos responsáveis. O Ouvidor Agrário Nacional está no Estado e estabeleceu contatos com Procuradoria de Justiça, Ministério Público, Poder Judiciário do RS e Polícia Civil, com o objetivo de assegurar uma investigação célere e transparente.
3.A morte deste agricultor vai na contramão dos esforços do Governo Federal no sentido da construção de um ambiente de paz no campo. A análise da realidade brasileira revela uma diminuição das situações de conflito no campo e, principalmente, no número de vítimas fatais decorrentes destes conflitos. Em 2003 houve 42 casos de morte confirmados em conflitos agrários. Em 2008 foram nove casos e nenhum deles em ação da polícia.
4.Este ambiente é resultado de esforços do MDA/Incra, por meio da Ouvidoria Agrária Nacional e apoio dos comandos das forças policiais da maior parte dos estados brasileiros, Ministério Público e órgãos do Poder Judiciário. Esses órgãos formularam diretrizes para cumprir mandados de reintegração de posse em situações de conflito. Fosse esta a orientação seguida pela força policial do RS, o desfecho poderia ser outro, sem violência e, principalmente, sem uma vítima fatal.
5.O Ministério do Desenvolvimento Agrário e o Incra se solidarizam com a dor dos familiares do agricultor vitimado e reafirmam seu compromisso em transformar o campo brasileiro em um espaço de paz, produção e prosperidade.

domingo, 16 de agosto de 2009

Fortes pancadas de chuva e forte queda da temperatura em Buenos Aires

o Clarín de Buenos Aires relata um quadro preocupante de fortes pancadas de chuva e rajadas de vento em Buenos Aires e Grande Buenos Aires. Com a chegada das chuvas a temperatura que estava em 31 graus celsius caiu para 11. Há ainda o alerta para queda de granizo.

Para nossa região do Vale do Rio dos Sinos seria um desastre se temporais na mesma proporção chegassem aqui entre hoje (domingo) e terça-feira.

Mais informações em: www.clarin.com

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Festival de Pipas: Faixa de Gaza

Divulgou: Reuters.

As crianças palestinas tentaram ontem bater o récord mundial (Guiness) de vôos simultâneos de pipas (pandorgas) nos céus da Faixa de Gaza, na Praia de Beit Lahiya. Os organizadores contaram mais de 3.000 pipas no ar. O problema foi que as autoridades israelense impediram o árbitro da competição de entrar no território da Autoridade Palestina.

6.000 crianças de 119 escolas da Faixa de Gaza participaram da confecção artesanal das pipas que coloriram o céu de Gaza.

Autonomia, independência e dignidade para o Povo Palestino!




quinta-feira, 23 de julho de 2009

Brasil e Paraguai: a questão recorrente de Itaipu

Novamente posta em destaque, a questão da Itaipu Binacional (Brasil - Paraguai) é tema da agenda cambaleante do MERCOSUL (MERCOSUR).
O Valor Econômico de hoje, quinta, 23/07, dá uma idéia da leitura paraguaia da questão, com uma breve referência ao Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim.

Veja abaixo, a matéria assinada por Sergio Leo:



Relações externas: Governos dos dois países já discutem detalhes da proposta, diz chanceler vizinho

Paraguai "festeja" avanço na negociação sobre usina de Itaipu

Sergio Leo, de Assunção23/07/2009



Contentes com a decisão do governo brasileiro de permitir ao Paraguai vender parte da energia de Itaipu no mercado livre do Brasil, os paraguaios têm pressa e querem definir, até sábado, como será essa venda, que parcela da energia será liberada, e em quais condições de comercialização e prazo. O governo do Brasil pretendia anunciar a formação de um grupo de trabalho para negociar esses detalhes, mas o Paraguai iniciou ontem mesmo essas discussões, que o governo local quer ver concluídas a tempo de serem anunciadas após a reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Lugo, no sábado, após a reunião de Cúpula do Mercosul.
"A ideia é que, paralelamente à cúpula, esse grupo avance numa proposta concreta a ser apresentada no sábado, para os presidentes, para que se possa definir já uma solução mais concreta " , relatou o ministro de Relações Exteriores do Paraguai, Héctor Lacognata, na residência presidencial de Lugo, após uma reunião de quase duas horas entre o presidente, sua equipe, e uma missão brasileira da qual participam o assessor especial da Presidência do Brasil, Marco Aurélio Garcia, o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, e o embaixador do Brasil no Paraguai, Eduardo dos Santos.
Segundo Lacognata, Marco Aurélio levou a Lugo " um marco geral com vários cenários, que tem conotações do ponto de vista técnico, jurídico e político " . O " marco geral " inclui, como antecipou ao Valor o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, a progressiva liberação da energia gerada em Itaipu que o Paraguai não usa para que o país possa vender essa energia diretamente no mercado livre do Brasil. Hoje, o Paraguai, que tem direito a metade da energia gerada na usina, pode vender somente à Eletrobrás o excedente não utilizado (quase 95% do que tem direito). O Brasil se dispõe também a duplicar o valor da energia vendida à Eletrobrás (os paraguaios querem, no mínimo, triplicar esse valor).
"A proposta vai na linha de avançar, creio que estaremos em condições de, no sábado, dar boas notícias para a população paraguaia " , comentou o ministro Lacognata, que se recusou a dar detalhes, pedindo " paciência " para aguardar as discussões técnicas nas quase 72 horas até a reunião dos presidentes. " Há uma tendência a fazer um avanço, é uma proposta do Brasil que se consolida na linha do que expressou o presidente Lula, de solução justa, de acordo com o momento que vive a relação bilateral " , avaliou.
Após classificar a proposta de " positiva " , Lacognata disse esperar até sábado uma " saída satisfatória entre os dois países " . Negou que a concessão brasileira, que enfrentou resistências do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, seja uma vitória do Paraguai. " Não há vencedores nem vencidos, há dois governos que passam por um novo momento de relacionamento " , disse. " Creio que essa proposta que faz o governo Lula está ajustada a esse novo momento. "
Lacognata previu que a reunião dos presidentes consolidará acordos já firmados em relação à conclusão de obras previstas para Itaipu, e maior transparência e cogestão na usina. Os paraguaios rejeitam, porém, uma das saídas preferidas por Lobão, a da venda livre da energia de duas usinas de menor porte no Paraguai, que passaria a usar no mercado interno, no lugar, a energia gerada por Itaipu. Eles alegam que a energia dessas usinas é mais barata e sua troca pela de Itaipu não seria vantajosa.

terça-feira, 14 de julho de 2009

14 de julho: a queda da Bastilha


A França celebrou hoje o aniversário da "Queda da Bastilha", fato que deu início à Revoução Francesa (1789) e que derrubou as instituições políticas do Antigo Regime francês.
A Bastilha era a prisão política do regime absolutista francês.

Fonte da foto: AP

Notícia publicada hoje no Valor Econômico

A notícia é um alento para ações concretas de preservação da reserva legal, especialmente no bioma amazônico. Leia abaixo.


Preservação ambiental terá apoio do BNDES

Vera Saavedra Durão, do Rio - 14/07/2009

O BNDES vai aprovar hoje a criação de uma linha de crédito exclusiva e sem limites para reserva legal.



O BNDES vai aprovar hoje, em reunião de diretoria, a criação de uma linha de crédito exclusiva e sem limites para reserva legal. O Código Florestal Brasileiro determina que toda propriedade rural tenha um percentual de sua área destinado à conservação do ecossistema (reserva legal). A medida deverá criar condições para que mais de 60% dos proprietários rurais regularizem a situação de suas terras, principalmente no bioma amazônico, onde a exigência da reserva legal é de 80% da propriedade na área de florestas e de 35% na região de cerrado. No resto do país, e exigência é de 20%.

Os recursos do BNDES serão destinados principalmente a financiar a aquisição do direito de uso da reserva legal em áreas de terceiros, operação chamada de "compensação". Ou seja, o proprietário rural que tiver ocupado 100% de sua fazenda com soja ou gado, por exemplo, poderá se enquadrar ao Código Florestal comprando, com recursos emprestados pelo BNDES, uma área de reserva legal de um vizinho, com o compromisso de manter intacta sua cobertura vegetal.

O novo programa de financiamento do banco foi criado a partir de conversas com a ONG inglesa The Nature Conserve (TNC). Segundo especialistas, esta é uma agenda positiva do BNDES e conta com o apoio dos ambientalistas. A nova linha de crédito será corrigida pela TJLP, em operações sem a intermediação de agentes financeiros.

Nas regiões Sul e Sudeste, o Estado de São Paulo, por ser o mais desenvolvido do país, vive uma situação ecologicamente lamentável: as propriedades rurais paulistas não têm nenhuma reserva legal. O fato não é visto como uma questão de "ecodelinquência", mas como consequência de uma situação histórica de exploração da terra. Há 30 anos, quando foi criada a figura da reserva legal, as terras do Estado de São Paulo já eram todas utilizadas pelo agronegócio, seja com cana-de-açúcar, laranja, café, algodão ou gado. Para enquadrar os fazendeiros paulistas seria preciso não apenas o apoio financeiro do BNDES, mas uma adaptação da legislação florestal para permitir compensações de terras em outros lugares, e não apenas em regiões da mesma bacia hidrográfica.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Previsões do FMI para 2010

Matéria no Valor Econômico de hoje, anuncia recuperação da economia para 2010

SÃO PAULO - O Fundo Monetário Internacional (FMI) espera uma contração de 1,4% para a economia mundial este ano e um crescimento de 2,5% em 2010. Antes, o organismo previa uma retração de 1,3% e uma expansão de 1,9%, respectivamente. Para o Brasil, a expectativa é de que a economia recue 1,3% agora, sem mudança, e avance 2,5% no próximo calendário, em vez de 2,2%.

No caso dos Estados Unidos, o Fundo prevê contração de 2,6% na economia em 2009 e crescimento de 0,8% em 2010. O Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro deve encolher 4,8% neste exercício e diminuir 0,3% no próximo ano. Para a economia do Japão, as estimativas são de queda 6% e ampliação de 1,7%, respectivamente.

A Rússia deve ter declínio de 6,5% em 2009, mas registrar recuperação nos 12 meses seguintes, com avanço de 1,5%. A China deve expandir-se neste ano e no próximo, com o PIB crescendo 7,5% e 8,5%, na ordem. Sobre a Índia, a economia deve verificar ampliação de 5,4% em 2009 e aumentar 6,5% no calendário que vem."A economia global começa a sair de uma recessão sem precedentes na era pós-Segunda Guerra Mundial, mas a estabilização é irregular e a recuperação deve ser lenta", destacou o FMI na atualização do documento "Perspectiva Econômica Mundial".

Na visão do organismo, as condições financeiras melhoraram mais do que o esperado, em grande parte devido à intervenção pública, e dados recentes sugerem que a taxa de declínio na atividade econômica está moderando.

"Apesar de sinais positivos, a recessão global ainda não acabou e é esperado que a recuperação seja lenta, uma vez que os sistemas financeiros continuam debilitados e os consumidores nos países que sofreram com a queda dos preços dos ativos estão reconstruindo suas economias", ressalvou o Fundo.

O organismo reforça que a prioridade continua sendo a restauração da saúde do setor financeiro.
(Valor Online)

terça-feira, 7 de julho de 2009

Julio: mês da Revolução Sandinista: texto-documento, Manifesto de A.C.Sandino, 1ºjulho.1927





MANIFIESTO[1]




A los Nicaragüenses,
a los Centroamericanos,
a la Raza Indohispana:




El hombre que de su patria no exige un palmo de tierra para su sepultura, merece ser oído, y no sólo ser oído sino también creído.
Soy nicaragüense y me siento orgulloso de que en mis venas circule, mas que cualquiera, la sangre india americana que por atavismo encierra el misterio de ser patriota leal y sincero.
El vínculo de nacionalidad me da derecho a sumir la responsabilidad de mis actos en las cuestiones de Nicaragua y, por ende, de la América Central y de todo el Continente de nuestra habla, sin importarme que los pesimistas y los cobardes me den el título que a su calidad de eunucos más les acomode.
Soy trabajador de la ciudad, artesano como se dice en este país, pero mi ideal campea en un amplio horizonte de internacionalismo, en el derecho de ser libre y de exigir justicia, aunque para alcanzar ese estado de perfección sea necesario derramar la propia y la ajena sangre. Que soy plebeyo dirán los oligarcas o sean las ocas del cenagal.
No importa: mi mayor honra es surgir del seno de los oprimidos, que son el alma y el nervio de la raza, los que hemos vivido postergados y a merced de los desvergonzados sicarios que ayudaron a incubar el delito de alta traición: los conservadores de Nicaragua que hirieron el corazón libre de la Patria y que nos perseguían encarnizadamente como si no fuéramos hijos de una misma nación.
Hace diecisiete años Adolfo Díaz y Emiliano Chamorro dejaron de ser nicaragüenses, porque la ambición mató el derecho de su nacionalidad, pues ellos arrancaron del asta la bandera que nos cubría a todos los nicaragüenses. Hoy esa bandera ondea perezosa y humillada por la ingratitud e indiferencia de sus hijos que no hacen un esfuerzo sobrehumano para libertarla de las garras de la monstruosa águila de pico encorvado que se alimenta con la sangre de este pueblo, mientras en el Campo Marte de Managua flota la bandera que representa el asesinato de pueblos débiles y enemiga de nuestra raza e idioma.
¿Quiénes son los que ataron a mi patria al poste de la ignominia? Díaz y Chamorro y sus secuaces que aún quieren tener derecho a gobernar esta desventurada patria, apoyados por las bayonetas y las Springfield del invasor.



¡No! ¡Mil veces no!



La revolución liberal está en pie. Hay quienes no han traicionado, quienes no claudicaron ni vendieron sus rifles para satisfacer la ambición de Moncada. Está en pie y hoy más que nunca fortalecida, porque sólo quedan en ella elementos de valor y abnegación.
Si desgraciadamente Moncada el traidor faltó a sus deberes de militar y de patriota, no fue porque la mayoria de los Jefes que formabamos en la Legion del Ejercito Liberal fueramos analfabetas, y que pudiera, por ese motivo, imponernos como emperador su desenfrenada ambicion. En las filas del liberalismo hay hombres conscientes que saben interpretar los deberes que impone el honor militar, asi como el decoro nacional, supuesto que el Ejercito es la base fundamental en que descansa la honra de la Patria, y por lo mismo no puede personalizar sus actos porque faltaria a sus deberes.
Yo juzgo a Moncada ante la Historia y ante la Patria como un desertor de nuestras filas, con el agravante de haberse pasado al enemigo
Nadie lo autorizo a que abandonara las filas de la revolucion para que celebrar tratados secretos con el enemigo, mayormente con los invasores de mi Patria. Su jerarquia le obligaba a morir como hombre antes que aceptar la humillacion de su Patria, de su Partido y de sus correligionarios.
¡Crimenes imperdonables que reclama la vindicta!
Los pesimistas dirán que soy muy pequeño para la obra que tengo emprendida; pero mi insignificancia está sobrepujada por la altivez de mi corazón de patriota, y así juro ante la Patria y ante la historia que mi espada defenderá, el decoro nacional y que será redención para los oprimidos.
Acepto la invitación a la lucha y yo mismo la provoco y al reto del invasor cobarde y de los traidores de mi Patria, contesto con mi grito de combate y mi pecho y el de mis soldados formarán murallas donde se lleguen a estrellar legiones de los enemigos de Nicaragua. Podrá morir el último de mis soldados, que son los soldados de la libertad de Nicaragua, pero antes, más de un batallón de los vuestros, invasor rubio, habrán mordido el polvo de mis agrestes montañas.
No seré Magdalena que de rodillas implore el perdón de mis enemigos, que son los enemigos de Nicaragua, porque creo que nadie tiene derecho en la tierra a ser semidiós.
Quiero convencer a los nicaragüenses fríos, a los centroamericanos indiferentes y a la raza indohispana, que en una estribación de la cordillera andina, hay un grupo de patriotas que sabrán luchar y morir como hombres, en lucha abierta, defendiendo el decoro nacional.
Venid, gleba de morfinómanos; venid a asesinarnos en nuestra propia tierra, que yo os espero a pie firme al frente de mis patriotas soldados, sin importarme el número de vosotros; pero tened presente que cuando esto suceda, la destrucción de vuestra grandeza trepidará en el Capitolio de Washington, enrojeciendo con vuestra sangre la esfera blanca que corona vuestra famosa White House, antro donde maquináis vuestros crímenes.
Yo quiero asegurar a los Gobiernos de Centro América, mayormente al de Honduras, que mi actitud no debe preocuparle, creyendo que porque tengo elementos más que suficientes, invadiría su territorio en actitud bélica para derrocarlo. No. No soy un mercenario sino un patriota que no permite un ultraje a nuestra soberanía.
Deseo que, ya que la naturaleza ha dotado a nuestra patria de riquezas envidiables y nos ha puesto como el punto de reunión del mundo y que ese privilegio natural es el que ha dado lugar a que seamos codiciados hasta el extremo de querernos esclavizar, por lo mismo anhelo romper la ligadura con que nos ha atado el nefasto chamorrismo.
Nuestra joven patria, esa morena tropical, debe ser la que ostente n su cabeza el gorro frigio con el bellísimo lema que simboliza nuestra divisa Rojo y Negro y no la violada por aventureros morfinómanos yankees traídos por cuatro esperpentos que dicen haber nacido aquí en mi Patria.
El mundo sería un desequilibrado permitiendo que sólo los Estados Unidos de Norte América sean dueños de nuestro Canal, pues sería tanto como quedar a merced de las decisiones del Coloso del Norte, de quién tendría que ser tributario; los absorbentes de mala fe, que quieren aparecer como dueños sin que justifiquen tal pretensión.
La civilización exige que se abra el Canal de Nicaragua, pero que se haga con capital de todo el mundo y no sea exclusivamente de Norte América, pues por lo menos la mitad del valor de las construcciones deberá ser con capital de la América Latina y la otra mitad de los demás países del mundo que desean tener acciones en dicha empresa, y que los Estados Unidos de Norte América sólo pueden tener los tres millones que les dieron a los traidores Chamorro, Díaz y Cuadra Pasos; y Nicaragua, mi Patria, recibirá los impuestos que en derecho y justicia le corresponden, con lo cual tendríamos suficientes ingresos para cruzar de ferrocarriles todo nuestro territorio y educar a nuestro pueblo en el verdadero ambiente de democracia efectiva, y asimismo seamos respetados y no nos miren con el sangriento desprecio que hoy sufrimos.
Pueblo hermano:



Al dejar expuestos mis ardientes deseos por la defensa de la Patria, os acojo en mis filas sin distinción de color político, siempre que vengais bien intencionados para defender el decoro nacional, pues tened presente que a todos se puede engañar con el tiempo, pero con el tiempo no se puede engañar a todos.



Mineral de San Albino, Nueva Segovia, Nicaragua, C. A., Julio 1 de 1927.



Patria y Libertad


A. C. Sandino




1. Augusto C. Sandino. El Pensamiento Vivo. Tomo 1. Introduccion, Seleccion y Notas de Sergio Ramirez. 2da. Ed. Editorial Nueva Nicaragua, 1984 Colaboracion Especia del Instituto de Estudio del Sandinismo

domingo, 5 de julho de 2009

Dica de boa música em espanhol: AMARAL




Vai uma dica de boa música em espanhol. Trata-se do duo AMARA, formado por Eva Amaral e Juan Aguirre, de Saragoça, que depois de iniciarem carreira em sua cidade natal foram à Madrid onde passaram a consolidar-se no cenário do pop-rock espanhol. O duo Amaral explodiu em 2002 com 1 milhão de cópias vendidas de seu álbum "Estrella del mar".


Com música de excelente qualidade, seu último albúm (duplo) "Gato negro - Dragón rojo" (2008) é maravilhoso, especialmente pela voz de Eva Amaral, marcante, única e inconfundível.


No último albúm destacaria:

- Las chicas de mi barrio, pura satisfação para quem gosta de acordes que se fundem com a voz.
- Las puertas del infierno, com 3 minutos de um som poderoso.
- Biarritz, mais de 4 min de música poderosa (blues, folk, pop-rock, se fundiram)
- El blues de la generación perdida,,,, bueno todo o albúm é muito bom!!!!

AMARAL traz notas de blues e folk mescladas com pop-rock, o que dá nota especial.


Tudo issso e muito mais está na página oficial de Amaral:


Nessa página você poderá descarregar (baixar) gratuitamente a música cuja letra estou postando aqui abaixo, para isso basta informar seu e-mail. O album inteiro você pode baixar por 7,95 euros (uns 24 reais), o que é quase nada.



EL BLUES DE LA GENERACION PERDIDA
(Eva Amaral/Juan Aguirre)

Dices que yo
No tengo casi nada en la cabeza
Me miras, me juzgas, me condenas
¿Qué importa mi opinión?
Dices que yo
No he combatido en un millón de guerras
Que me da igual la voz de la experiencia
Dices que yo
Me dices que yo
Dices que sólo soy una veleta
A la que el viento se lleva sin querer
Dices que sólo soy una cometa
Que se eleva y que un día va a caer
Dices que yo
A veces te resulto incomprensible
Mitad vulgar, mitad un ser sensible
Dices que yo
Dices que yo
Escribo solamente tonterías
El blues de una generación perdida
Dices que yo
Me dices que yo
Dices que sólo soy una veleta
A la que el viento se lleva sin querer
Dices que sólo soy una cometa
Que se eleva y que un día va a caer
Si yo pudiera me llevaría la tristeza
De tu cabeza, de tu cabeza
Dices que me pierdo a cada instante
Que el futuro está en el aire y mi vida del revés
Ya sé que siempre dices lo que piensas
Por eso siempre escucharé aunque me duela
Cómo me dices que sólo soy una veleta
A la que el viento se lleva sin querer
Dices que sólo soy una cometa
Que se eleva y que un día va a caer

As dimensões do desastre no RS

Imagem: Inundação na Bacia do Guaíba/RS (Imagem de satélite/NASA)   Por Julio Dorneles * O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística...