quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Tratamento de esgoto em Caraá/RS - matéria jornal ZH


Prezado Juliano Rodrigues,


Jornal Zero Hora


Em razão da matéria publicada no jornal ZH de hoje, p. 14, acerca do Município de Caraa, tenho a obrigação de informar-lhe:


 
 1) O Idese de Caraá, com da maioria dos municípios gaúchos é baixo pelo perfil socioeconomico: agricultura familiar, com pouquíssimo excedente, grande extensao territorial, baixa densidade populacional, ausência ou quase inexistência de indústria;
 2) Quanto ao Saneamento Básico: o prefeito Nei Pereira dos Santos, junto conosco e o Consórcio Pró-Sinos buscou sim recursos para o tratamento de esgosto do municípios junto ao PAC/Governo Federal. Todavia, critérios exclusivamente burocráticos impediram que obtivessemos sucesso ate o momento em assegurarmos recursos para Caraá implantar um sistema mais adequado de tratamento de esgoto. A negativa ocorreu pelo fato de o município não dispor de um Prestador de serviço de água/esgoto (seja Corsan, seja serviço municipal/autarquia/companhia). Contudo, captamos e foram viabilizados recursos para os planos de resíduos e de saneamento básico de Caraá (o primeiro concluído e o segundo em fase inicial). Também temos o envolvimento direto do Secretario de Estado de Habitação e Saneamento Marcel Frison, que junto com a Famurs e o Pro-Sinos, está buscando os recursos necessários para que haja em Caraá um tratamento para além do primário. 
 3) O tratamento primário, mediante fossa e sumidouro está adequado "sim" à realidade de Caraá (distância entre residências, baixa densidade populacional etc). Ainda que não seja um tratamento mediante ETE, torna-se efetivo pelas características do Municípios, desde que haja monitoramento e manutenção. Tanto o é que a água do Sinos em Caraá está em uma categoria que é a melhor possível (Classe 1).


Te toda forma, cumprimento-lhe pela qualidade e relevância jornalística e social da matéria. Colocando-me a sua inteira disposição para quaisquer esclarecimentos.
 
Julio Dorneles
Ex diretor executivo do Consórcio Pró-Sinos
Coordenador Geral da Famurs

domingo, 12 de agosto de 2012

Artigo de Marcos Rolim, publicado na ZH deste domingo

Fuga do Campo 14 - Marcos Rolim

Há alguns lugares especialmente aterradores no mundo, mas nenhum que
se compare à Coreia do Norte. Quem ler o recém lançado “Fuga do campo 14”,
de Blaine Harden (Intrínseca, 230 pg.) 
chegarará a esta conclusão. O livro conta a história do jovem Shin Dong-hyuk 
que é,  tanto quanto se sabe, o único prisioneiro do campo de concentração 
nº 14 que obteve sucesso em uma fuga. Há dezenas de milhares de nortecoreanos
que fugiram e alguns que conseguiram escapar dos campos, mas só Shin 
conseguiu fugir  do campo 14, o pior de todos os campos. Ali são instalados
os inimigos políticos do regime. Não apenas os  adversários, mas também seus
familiares. E ali ficam, também, as crianças nascidas no campo, para que as penas –
definidas sem julgamento ou acusação formalizada - se prolonguem em obediência à lei de 1972, de Kim Il Sun:
 “Inimigos de classe devem ter sua semente eliminada por três gerações”.

As crianças nascidas no campo 14 são encaminhadas a um internato. São, então, ensinadas a delatar os 
familiares, origem de todo o mal que sofrem. Nos internatos, perguntas não são permitidas e as crianças
apanham bastante. Algumas vezes são mortas ou aleijadas pelas surras que recebem dos bandidos que se
apresentam como “professores”. Os internos nos campos lutam por grãos de milho e ficam felizes quando
encontram um rato para assar (gatos e cães praticamente não existem mais em muitas regiões da Coreia do
Norte, porque foram comidos). Shin delatou sua mãe e seu irmão quando ouviu uma conversa deles sobre
fuga. Assistiu, então, ao enforcamento da mãe e ao fuzilamento do irmão. Era uma criança na época e se
sentiu orgulhoso de ter cumprido com seu dever. O mundo para Shin era o campo. Para ele, não havia o 
sentido da perda da liberdade; nem mesmo a ideia de perda. Nunca lhe pareceu degradante lamber um resto
de sopa no chão ou delatar um amigo por uma porção maior de repolho. Shin queria apenas sobreviver. 
Quem ler o livro, saberá como e porque Shin mudou e passou a sonhar com a fuga.

A Coréia do Norte é a primeira dinastia comunista da história. O “grande líder” – sempre há um “guia infalível”
no comunismo – foi Kim Il Sung. Seguido por seu filho Kim Jong Il e, agora, pelo neto Kin Jong-Eun. 
O grande líder dividiu o País em três classes: a classe superior, a classe hesitante e a classe hostil. 
O pertencimento se dá por linhagens, de forma que o regime é comunista, monárquico e feudal. O resultado
deste manicômio é uma tragédia infinita. A Coreia do Norte tem renda per capita inferior ao Sudão, ao Congo
e ao Laos. A fome é uma constante, o País vive na Idade Média e a elite de burocratas tem uma cidade só 
para ela – a capital, Pyongyang. Os ditadores moram em palácios, vivem cercados por todo o luxo do mundo
ocidental e manejam um arsenal nuclear.
É preciso denunciar a dinastia Kim como um regime de assassinos. O Brasil tem a obrigação de assumir uma
posição clara nos fóruns internacionais sobre as violações aos direitos humanos em todos os lugares do mundo,
a começar pela Coreia do Norte. E os brasileiros não podem esquecer que o PCdoB apoia o regime da
Coreia do Norte.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Ação humana compromete a sustentabilidade do Rio dos Sinos



A ampliação da presença humana impactou o Rio dos Sinos, que poderá perder a sua capacidade de sustentação nos próximos 20 anos, comprometendo as condições de abastecimento de água para as gerações futuras.

A constatação é do ex-diretor executivo do Consórcio Pró-Sinos, Julio Dorneles, que na noite desta terça-feira, 31, ministrou a Aula Inaugural da Faculdades EST. A mesa diretiva do evento contou com a presença do reitor da instituição, Prof. Dr. Oneide Bobsin, do presidente do Conselho de Administração, Sr. Hilmar Kannenberg, e do pastor sinodal, Edson Streck.

Em sua fala, Julio explicou que o conceito de meio ambiente diz respeito à fauna e à flora, mas também à língua, aos costumes, à cultura, à paz e à violência, ou seja, a aspectos materiais e espirituais que circundam o contexto de cada indivíduo.

Ao enfocar o conceito de sustentabilidade, o palestrante alertou que se o padrão de vida norte-americano fosse tomado como modelo a ser atingido, “teríamos que procurar outro planeta igual à Terra, pois este nosso planeta não sustentaria tal padrão”.

Em 2006, ano em que foi criado o Pró-Sinos, a sustentabilidade do Rio dos Sinos foi abalada por um crime ambiental que vitimou aproximadamente 1 milhão de peixes. A partir deste incidente, explicou Dorneles, foi estabelecido um pacto entre 26 municípios que se comprometeram a executar em conjunto ações, projetos e programas de saneamento.

Entre os principais entraves para a manutenção do rio estão as lavouras de arroz estabelecidas nas margens, a ausência de mata ciliar, e os processos de erosão e acúmulo de detritos ao longo do leito. A partir da constatação destes problemas, pontuou Dorneles, o Pró-Sinos oferece programas de educação ambiental, usinas de reciclagem, assessoria técnica aos munícipios e planos de saneamento básico a fim de recuperar os efeitos de quatro décadas de degradação.

Entusiasmado pelo trabalho desenvolvido por Dorneles, ex-aluno da EST e atual Coordenador Geral da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (FAMURS), o reitor Bobsin enfatizou a necessidade urgente de “repensarmos o nosso modelo de vida, embalados também pelas discussões recentes em torno da Rio + 20”.

No encerramento da aula, o pastor sinodal Edson Streck, que ao lado de ministros e ministras do Sínodo do Rio dos Sinos participa de curso de extensão sobre Missão Urbana coordenado pelo professor da EST, Roberto Zwetsch, sublinhou que o fazer teológico exige conhecimentos sobre o meio ambiente. “Essa é uma temática inserida no currículo do nosso curso de extensão e que corresponde a um dos focos de ação do Sínodo”.

Com um total de 190 km de extensão em seu curso principal, a Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos abastece 1.7 milhão de pessoas, o que corresponde a 17% da população do estado do Rio Grande do Sul.

Jornalista responsável: Micael Vier Behs
 

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Aula inaugural segundo semestre Faculdades EST

http://www.ustream.tv/channel/aula-inaugural-31-07

Três paradigmas para a relação Humanidade-Sociedade-Natureza


o paradigma da política como SERVIÇO, como o bem servir,
como servir ao bem comum, este o primeiro;
o paradigma do social, da ética spinoziana,
que articula NATUREZA e HUMANIDADE como esferas indissociáveis e integradas do social, este o segundo;
e finalmente, o terceiro, o paradigma ambiental,
que refere à água como bem comum e a natureza como portadora de direitos,
cuja proteção é condição indispensável à preservação da vida em seu sentido abrangente,
ou seja, todo o ambiente que nos envolve e todas as redes ou conexões que o integram,
assegurando sua sustentabilidade.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Irmandade Islâmica preside o Egito


Mais um resultado da "revolução democrática" promovida pelos EUA no Oriente Médio e no norte da África: a Irmandade Islâmica preside o Egito. Leiam vocês mesmos a matéria sobre o primeiro pronunciamento do novo presidente e decidam se é para rir ou pra chorar ou o quê? o quê? Só sei de uma coisa: não é nada melhor do que a situação do Paraguai.

http://internacional.elpais.com/internacional/2012/06/25/actualidad/1340650464_483764.html

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Vanazzi assumirá a presidência da Famurs e Julio Dorneles será o diretor-geral

Matéria do Jornal VS - Grupo Editorial Sinos


Sara Souza/ Da Redação


São Leopoldo  - O prefeito Ary Vanazzi, presidente eleito da Federação das Associações de Municípios do RS (Famurs) na última semana, já está se inteirando dos projetos em andamento na entidade e também estabelecendo contatos de transição. Na tarde de terça-feira, Vanazzi se reuniu com o coordenador geral da Famurs, José Horácio Gattiboni, para tratar sobre duas pautas. A primeira, referente aos projetos da entidade que já estão em andamento, e a segunda referente à doação de terreno que o Estado deve fazer para a entidade construir sua nova sede. Na próxima semana, Vanazzi deverá se reunir com a secretária estadual de Administração, Estela Farias, para tratar sobre este assunto.
O prefeito informou que o diretor-executivo do Consórcio Pró-Sinos, Julio Dorneles, assumirá o cargo de diretor-geral da Famurs. Dorneles confirmou a informação e disse que fica no cargo de diretor-executivo do Pró-Sinos até o dia da posse.
A posse de Ary Vanazzi na presidência da Famurs, bem como de toda a diretoria, está marcada para o dia 5 de julho, em Canela, na Serra gaúcha. O governador do Estado, Tarso Genro, foi convidado.


http://www.jornalvs.com.br/politica/394980/ary-vanazzi-estabelece-contatos-para-transicao-na-famurs.html

domingo, 3 de junho de 2012

Agenda 21 e Rio+20: o que tem a ver ?


Sobre a Agenda 21:


A chamada Agenda 21 é o principal documento da Conferência Rio-92 (também conhecida como Eco-92, realizada na cidade do Rio de Janeiro em 3 e 4 de junho de 1992, a exatos 20 anos passados). A Rio-92 foi a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Humano (a segunda sobre Meio Ambiente, a primeira foi a de 1972, em Estocolmo/Suécia). A Rio-92 constituiu-se então como a mais importante conferência já organizada pela ONU (Organização das Nações Unidas) até aquele momento, tendo em vista não somente a importância de sua temática para o presente e o futuro do planeta e dos ovos, mas pelo fato de ter formulado o documento AGENDA 21, subscrito por 170 países (participaram 178 países), já com um importante protagonismo nesse tema pelo Brasil, que na ocasião era o anfitrião, como, da mesma forma será agora na Rio+20.

A Agenda 21 consolidou o conceito de desenvolvimento sustentável, conceito que diz que o nosso desenvolvimento atual deve considerar que devemos assegurar às futuras gerações as mesmas condições ou melhores condições para sua existência que aquelas que dispomos no presente. Ou seja, a Agenda 21 indica o caminho para alcançarmos o desenvolvimento sustentável ou, em outras palavras, como podemos desenvolver nossos países e comunidades sem destruir o meio ambiente e fazer isso com maior justiça social.

A Agenda 21 resultante da Rio-92 apresenta um planejamento do futuro com ações de curto, médio e longo prazos. Ela diz que podemos e devemos planejar e estabelecer um elo (laço) de solidariedade entre nós (a nossa geração atual) e nossos descendentes, as futuras gerações.
Trata-se de um roteiro de ações concretas, com metas, recursos e responsabilidades definidas. O documento tem 40 capítulos e um anexo, que detalham o planejamento para o desenvolvimento sustentável.

A meta é o “desenvolvimento sustentável” no Século 21, daí o nome AGENDA 21. Ela deve ser um plano de consenso que envolva todos os atores e grupos sociais, governos e sociedades.
As cidades, os bairros, os clubes, as escolas e associações de moradores, por exemplo, podem elaborar sua Agenda 21 Local, considerando as diretrizes do documento emanado da Conferência da ONU sobre meio ambiente.
Os principais temas abordados pela Agenda 21 são:
- Combate à pobreza.
- Cooperação entre as nações para chegar ao desenvolvimento sustentável.
- Sustentabilidade e crescimento demográfico.
- Proteção da atmosfera.
- Planejamento e ordenação no uso dos recursos da terra.
- Combate ao desmatamento das matas e florestas no mundo.
- Combate à desertificação e seca.
- Preservação dos diversos ecossistemas do planeta com atenção especial aos ecossistemas frágeis.
- Desenvolvimento rural com sustentabilidade.
- Preservação dos recursos hídricos, principalmente das fontes de água doce do planeta.
- Conservação da biodiversidade no planeta.
- Tratamento e destinação responsável dos diversos tipos de resíduos (sólidos, orgânicos, hospitalares, tóxicos, radioativos).
- Fortalecimento das ONGs na busca do desenvolvimento sustentável.
- Educação como forma de conscientização para as questões de proteção ao meio ambiente.



Sobre o Rio+ 20:

A Rio+20 é a terceira grande conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente (Estocolmo 1972, Rio 92 ou Eco-92 e, agora a Rio+20, as conferências são de 20 em 20 anos). A Rio+20 marca, portanto, os 20 anos da Rio-92, conferência que pela primeira vez articulou de modo claro o tema “meio ambiente e desenvolvimento”. A Rio+20 tem a chamada de Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável. Isso indica que a conferência pretende focar-se mais no tema do Desenvolvimento Sustentável. Ela ocorrerá novamente no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, nos dias 20, 21 e 22 de junho próximo. A realização desta conferência no Brasil foi proposta à ONU, em 2007, pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nesse sentido, a aceitação do convite pela ONU, também indica que há nos temas relacionados ao meio ambiente e ao desenvolvimento sustentável, não somente uma certa liderança brasileira mas uma enorme expectativa de que as ações e programas desenvolvidos no Brasil a partir da Rio-92 e da Agenda 21 sirvam de referência para outros países considerados “subdesenvolvidos” ou “em desenvolvimento”.

Paralelamente à Conferência Oficial dos chefes de Estados da ONU, os movimentos sociais e ambientais realizam a Chamada “Cúpula dos Povos”, que marcaram a mobilização de milhares de agentes ambientais e ativistas em inúmeras atividades que ocuparão o cenário do Rio de Janeiro e as manchetes de todo o mundo durante a Rio+20. Estima-se um público de 50 mil pessoas participando da Rio+20.
Todos os temas abordados na Agenda 21, elaborada na Rio-92, devem voltar ao debate durante a Rio+20.

As dimensões do desastre no RS

Imagem: Inundação na Bacia do Guaíba/RS (Imagem de satélite/NASA)   Por Julio Dorneles * O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística...