domingo, 26 de maio de 2013

Milho transgênico

Badalado como uma grande revolução na agricultura do nascente milênio, as espécies transgênicas foram recebidas no Brasil, e em especial no RS, por uma mídia acrítica e bajuladora, regada a vultosos patrocínios. O lado obscuro dos transgênicos é pouco ou nada divulgado em nosso estado. Contudo, percebo que as notícias vindas dos EUA têm encontrado alguma repercussão no jornal Valor Econômico, que, no Brasil, reproduz e analisa publicações no "The Wall Street Journal", com uma sessão "Américas" e wsj.com/brasil.
Há pouco tempo passei os olhos por uma matéria que relatava a necessidade da indústria de máquinas agrícolas terem que desenvolver pneus mais resistentes do que aqueles utilizados por veículos militares pois as fibras de determinada planta transgênica cortavam (!!!) a maioria dos pneus existentes no mercado e de uso corrente pelos produtores americanos. Já na última quinta-feira, dia 23 de maio, Valor reproduziu a seguinte notícia:
"Pragas resistentes aumentam vendas de pesticidas nos EUA" (Valor, B12, 23/05/2013). Conforme a matéria do The Wall Street Journal "As sementes modificadas [de milho] foram introduzidas pela primeira vez em 2003 e se mostraram altamente eficientes contra a diabrotica speciosa, a larva de um besouro voraz também conhecido como larva-alfinete, que é o maior inimigo dos produtores do país." Atualmente, 2/3 de todo o milho cultivado nos EUA inclui o gene chamado Bt desenvolvido pela Monsanto para combater essa larva. O tal gene Bt gera toxinas que matam as larvas. (o que essas toxinas podem fazer com as pessoas e os animais que ingerem milho transgênico eu não sei dizer.) Logo, o uso de pesticidas ficou reduzido para 9% das áreas de cultivo de milho dos Estados Unidos.
Ocorre que passados 10 anos o milho Bt da Monsanto parece ter perdido sua eficiência e os produtores estão retomando o uso de pesticidas de modo acelerado. Sendo assim, uma suposta "vantagem" do milho transgênico estaria seriamente comprometida.
A Monsanto informa que está desenvolvendo nova "tecnologia" para enfrentar a larva-alfinete. Já a Syngenta, que domina mais de 3/4 do mercado de pesticidas americano comemora o vasto campo que se abre para seus produtos.

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