domingo, 17 de outubro de 2010

O Brasil no mundo e o mundo no Brasil

Matéria publicada ontem pela AE e repercutida, entre outros meios no Estadão, dá uma idéia do papel do Brasil na economia mundila nos últimos anos. E ainda tem quem queira  voltar aos tempos em que éramos um país subalterno e subordinado, em que caminhávamos rumo a privatização dos últimos ativos que poderiam contribuir para a superação das desigualdades sociais gritantes que aos poucos vamos superando.
Só falha o professor Antonio Lacerda em trocar uma análise em escala para "nos últimos anos" e comparar em termos absolutos o ingresso de investimentos estrangeiros no Brasil e China. Talvez seja esta coisa de matéria de jornal, que por vezes não expressa toda a análise feita. Por suposto que o cenário imediato por mudar e ter variações importantes, mas o que importa é o fato de o Brasil (com e economia e população várias vezes menor) manter esse grau de investimento por um longo tempo.


Por AE, estadao.com.br, Atualizado: 16/10/2010 9:26


Internacionalização do Brasil é a maior entre os Brics


Apesar da forte expansão da China nos últimos anos, o Brasil lidera o ranking de economia mais internacionalizada entre os países do Bric (sigla para Brasil, Rússia, Índia e China). Até o ano passado, o estoque de investimento estrangeiro direto (IDE), que inclui tudo que entrou no País ao longo do tempo, somava 25% do Produto Interno Bruto (PIB) - acima dos números de Rússia (21%), Índia (13%) e China (10%).


Os dados constam de levantamento feito pelo economista Antonio Corrêa de Lacerda, professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com dados da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad). 'Os números mostram que o Brasil tem uma base instalada maior que a dos nossos concorrentes. Mais de 400 das 500 maiores empresas transnacionais operam no País', destaca Lacerda. 'Seguindo essa linha, deveríamos ter uma inserção internacional mais qualificada, já que essas empresas exportam e controlam 2/3 do comércio internacional.'

Na opinião de especialistas, no entanto, a posição atual no ranking de internacionalização pode se alterar rapidamente. Nos últimos anos, o volume de investimento estrangeiro no Brasil tem sido quase três vezes menor que o verificado na China, principal destino dos investidores entre os Brics. No ano passado, por exemplo, os chineses receberam US$ 95 bilhões e o Brasil, US$ 26 bilhões, segundo o estudo.
'Nossa internacionalização ocorreu quando tínhamos uma taxa de câmbio civilizada. Hoje ficou caro investir no Brasil por causa do dólar', afirma o vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro. Ele comenta que boa parte dos recursos que ingressam no País destina-se a setores ligados a commodities, comércio e logística. 'Para a indústria de manufatura, vem pouca coisa ou quase nada.' As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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