sábado, 29 de janeiro de 2011

A crise egípcia

Movimentos liderados por jovens e mulheres iniciaram intensas manifestações pelo fim de regimes ditatoriais na Tunísia e no Egito, recentemente, e que podem se espalhar por outros países do norte da África, a maioria deles marcadas pela cultura árabe-muçulmana, mas especialmente por governos (regimes políticos) que se mantém há décadas no poder sem qualquer renovação.

Pra quem não sabe: a "ditadura" egípcia é bancada pelo governo dos EUA desde 1981. Assim como era o de Saddam Hussein (Iraque) até outro dia. Assim como Bin Laden fora treinado pelas forças norte-americanas...

Foto: ElPaís.com - versão digital deste sábado.

A foto acima, denominada de "Reza vigiada" pela edição de El País (Madri, Espanha) simboliza não somente o momento vivido pelo povo egípcio mas também os aspectos políticos, culturais e religiosos deste povo que constitui umas das mais antigas civilizações do mundo. Os manifestantes interromperam o confronto com a polícia para cumprir com a reza (voltados para Meca).
Com a expansão do Islamismo, primeiro com influência árabe, depois otomana, o árabe passou a ser a língua oficial de muitos povos do norte da África e o Islamismo a religião oficial ou da maioria das populações norte-africanas. Mas no Egito, assim como no Irã e em outros povos de maioria muçulmana, minorias étnicas, religiosas e culturais sobrevivem em ambientes que alternam período de tolerância e outros de extrema opressão e, por vezes, de perseguições e extermínio.
Pelos aspectos muitas vezes milenares e tribais, e, com frequência pela hegemonia de grupos islâmicos fundamentalistas, as mulheres em especial e os jovens em geral sofrem violações de direitos consagrados na Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU.

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